22 de nov. de 2010

Screaming for Vengeance - Judas Priest (1982)


 Judas Priest pertence ao grupo de bandas imortalizadas por discos antológicos. Não faltam exemplos na discografia do quarteto britânico. Para ilustrar o fato, escolhi o duas vezes platinado Screaming For Vengeance, de 1982.

 No começo da década de 80, Dave Holland aparecia como o sétimo baterista a tocar no Priest, mas a base criativa da banda continuava sendo o trio Halford/Tipton/Downing, que provou estar bem sincronizada à época. Um ponto interessante da obra é a mescla de elementos do Hard Rock com as raízes do British Heavy Metal.

 Na contracapa do encarte, uma frase dava a tônica do álbum. Era ela: “From an unknown land and through distant skies came a winged warrior. Nothing remained sacred, no one was safe from the Hellion as it uttered its battle cry... Screaming for Vengeance.”

 A primeira faixa é The Hellion, uma espécie de intro, um prelúdio para anunciar o que viria a seguir: Electric Eye. A música é uma alusão ao sistema/satélite onisciente do livro ‘1984’, de George Orwell. Os riffs dessa música são a definição exata do British Heavy Metal: veloz, agressivo e dominador. A harmonia em si segue um padrão do estilo, na tonalidade de E (Mi) menor e o solo, executado por Glenn Tipton, rasga os ouvidos e implora por um air guitar. Os efeitos na voz de Rob Halford dão uma ambiência interessante para o tema, o que não mascara todo o poderio vocal do frontman.

 Logo na sequência: Riding on the Wind. Com uma introdução muito bem pegada de Dave Holland seguida pelo vocal rasgante do mestre Halford, essa música segue o mesmo padrão da anterior, com riffs rápidos e um ‘duelo’ de solos entre KK Downing e Glenn Tipton. Incrivelmente, os dois solos parecem um só, tamanha a sincronia entre os dois mestres das 6 cordas. É música pra fazer a plateia gritar.

 Bloodstone é a quarta faixa do disco e talvez a mais cadenciada, embora tenha um andamento rápido. Dave Holland dá a textura da música com um groove importado do rock and roll mais trabalhado e Halford mantém o nível até o fim. As guitarras dessa peça são interessantes e o solo é um tanto burocrático, mas com o padrão Judas Priest.

 A próxima música é a única a não ser composta pela banda. (Take These) Chains foi escrita por Bob Halligan Jr, que também contribuiria com ‘Some Heads are gonna Roll’, do álbum Defenders of the Earth. Essa faixa tem uma pegada flertando com hard rock, tendo na intro guitarras com chorus e um ritmo mais tranquilo. Halford é o destaque dessa peça, pois trabalha bem a sua voz durante os 3:07 minutos de execução. (Take These) Chains poderia figurar tranquilamente em qualquer coletânea de Love Metal.

 Pain and Pleasure é uma peça pragmática, arrisco dizer clichê. Nela, fica evidente a levada hard rock adotada pelo Priest. Vocal sempre de alto nível, guitarras bem sincronizadas nenhuma ressalva. Boa música.

 Holofotes para a faixa-título. Rob Halford abre os trabalhos da matadora Screaming for Vengeance. É difícil não bater o pé ou chacoalhar a cabeça ao ouvir a levada de Dave Holland combinada com a pegada animal da dupla Downing/Tipton. O refrão é excelente e mostra um Halford de bem com a voz. Menção honrosa para Ian Hill, que conduz a base junto com Holland de forma bastante agressiva. Solos arrepiantes. Disputa com Electric Eye o título de melhor música do álbum.

 Após uma aula de heavy metal, um radio-hit. You’ve Got Another Train Coming é a prova de como uma banda com estilo agressivo pode criar algo comercial dentro de suas características. Glenn Tipton sabe muito bem o que faz com as suas 6 cordas. Excelente solo, apesar de curto. A sempre arrepiante voz de Rob credencia a música a receber o selo Judas Priest de qualidade. Holland, Downing e Hill mostram continuar muito bem entrosados. Até certo ponto, essa música lembra o Quiet Riot, banda contemporânea ao Priest e de igual qualidade.

 Dando um descanso ao ouvinte, Fever é outra daquelas baladas que poderiam ser destaque em qualquer coletânea de Love Metal. Uma linha vocal menos incisiva, mas sem perder a presença. Destaque para o dueto entre Downing e Tipton no solo. É daquelas baladas que ficam na cabeça mesmo depois de bastante tempo.

 Encerrando o disco, temos Devil Child. Na mesma linha hard rock mesclado com heavy metal, é burocrática, porém interessante. Parecida com Pleasure and Pain. Bons solos, linha vocal padrão, pouca coisa a acrescentar.

 Por fim, Screaming for Vengeance é para quem curte ouvir o que há de mais puro no som do Judas Priest misturado com elementos em voga na época de gravação. Falou!


Avenged Sevenfold - "City of Evil"



Ano de 2005, uma banda de metalcore lança seu terceiro disco de estúdio. Os fãs compram o disco, colocam em seus CD players (filtro anti-hipocrisia corrige: baixam na internet) e o que ouvem é algo surpreendente e afirmam: baixei um disco da banda errada!

Será?

A resposta é não.

O Avenged Sevenfold iniciou sua carreira com um estilo, e sofreu uma mudança drástica de uma hora pra outra, ou de um disco para o outro. A música crua e brutal, flertando com o hardcore e com o punk deu lugar à harmonias complexas e melodias recheadas de técnica. A voz de M. Shadows, antes resumida em gritos agora entra em nossos ouvidos com intercalações entre um drive rasgado e momentos de calmaria, com uma voz branda e limpa. 

Boatos dizem que a mudança vocal deu-se por conta de um problema nas cordas vocais de Shadows, que, após ser operado, preferiu assumir essa nova forma de cantar, digamos, menos prejudicial ao seu instrumento de trabalho.

Não só a casca das músicas mudou, mas também todo o seu clima, letras, emoções transmitidas e etc. foram transfigurados como em um passe de mágica. É lançado o disco City Of Evil.

A primeira faixa é Beast and The Harlot. Acho que dizer que o riff dessa música foi considerado um dos melhores riffs de guitarra de todos os tempos é válido. A música começa com uma presença enérgica e completamente heavy metal. O solo de guitarra de Synyster Gates e logo em seguida o dueto com a guitarra de Zacky Vengeance pra finalizar marca destaque dentro da música. Primeiro contato com as novas melodias vocais de M. Shadows.

Seguimos com Burn it Down. A bateria de The Rev abre o caminho a música se iniciar. Uma levada rápida intercalada com passagens melódicas e pausadas e trechos vocais “rapeados” marcam a música.

Entra Blinded in Chains, particularmente minha música preferida, não só do disco como da banda como um todo. Novamente, The Rev esmaga inimigos com sua bateria antes da música começar. Um riff maravilhoso de guitarra é acompanhado por uma levada rápida e vocais ligeiros nas estrofes. Entra o refrão, melódico e com direito a vogal estendida.  O universo de elementos apresentados ao mesmo tempo durante toda a música dá um ar, digamos, progressivo a ela. Um solo de bateria eficiente marca a entrada no interlúdio. Mais a frente, a música cai em um pequeno trecho intercalado entre um riff aparente de baixo e um pequeno momento acústico, antes de entrar em fade out se despedindo do ouvinte.

Depois da experiência vem um grande sucesso da banda, Bat Country. Homenagem ao livro Fear And Loathing In Las Vegas de Hunter S.Thompson, a música “repete” a fórmula já apresentada: pancadaria, variação rítmica e mudanças vocais. Nessa, em especial, M. Shadows canta uma parte de uma forma estranhamente “doce” e podemos pegar esse trecho para servir de comparação com a tal mudança drástica em relação aos discos anteriores.

É, acabou-se o que era doce com a entrada de Trashed and Scattered. Uma canção brutal do início ao fim e apesar disso sustentada por uma bela linha melódica, especialmente no refrão. É nítido o uso de licks de guitarra acompanhando os versos cantados durante toda a música e isso dá um efeito muito interessante.

“Depois da tempestade vem a calmaria”, no caso, vem a obra prima do disco, Seize The Day. Um clima leve, acústico e ao mesmo tempo sombrio marca presença nessa canção. A letra é arrebatadora e simplesmente emocionante. Mas a melhor parte (se é que tem como eleger uma, diante do conjunto) ainda não chegou, ela é apresentada após M. Shadows terminar de cantar ”...reeeeeeeeeeal...”. É, estou falando do solo, uma obra prima melodicamente perfeita, harmonicamente agradável, timbre correto, enfim, ponto pra banda. *dica: altamente recomendável ver o clipe desta música*

Silêncio na introdução de Sidewinder. Um fade in traz os riffs de guitarra para primeiro plano. Uma música um pouco mais comportada que as anteriores, com direito também a trecho acústico.

É a vez de The Wicker End. Tem como não empolgar-se com o riff inicial dessa música? Talvez seja a canção mais “swingada” do disco. Gates arregaça no solo.

Strengtht of The World surge calma, dedilhada no violão, enquanto é invadida por uma harmonia regional no teclado e na guitarra. Um riff arrasador põe fim a toda a calmaria e traz peso. A parte vocal de M. Shadows nessa música é apresentada de uma forma, digamos, mais "séria". Maior música do disco em duração, com pouco mais de nove minutos.

Betrayed começa com um riff incomum, remetendo ao metal progressivo, e logo cai na fórmula geral do disco, citada alguns parágrafos acima. Essa música foi composta em homenagem a Dimebag Darrel, guitarrista do Pantera, morto durante um show.

Última música do disco, M.I.A.. Uma introdução leve, com vocal limpo e livre de qualquer pressão antes vista nos gritos de M. Shadows. Entra a bateria junto com um riff de guitarra em dueto (característica marcante do disco e da banda, a partir de agora).

Criticados por “se venderem” e mudar de estilo, o Avenged Sevenfold certamente perdeu fãs antigos, mas, se existe uma certeza, ela é de que esse disco, junto com a mudança, conquistou inúmeros novos seguidores.

Mais de 5 anos já se passaram desde seu lançamento até os dias de hoje e de lá pra cá muita coisa aconteceu. A banda ganhou uma relativa notoriedade no cenário rock mundial, sendo referência, porém um fato triste ocorreu no final de 2009: The Rev, baterista da banda, é encontrado morto em sua casa. Apesar da perda a banda segue firme.

City of Evil é um ótimo disco e que marca o surgimento de um novo Avenged Sevenfold.

Enfim, é isso...
Até a próxima e bom resto de vida. o/

ps: o filto anti-hipocrisia ali é brincadeira e o disco vendeu muito bem :)

21 de nov. de 2010

Quiet Riot - "Metal Health"



Meados de 1978, a banda americana de heavy metal Quiet Riot era frustrada pela gravadora, depois de receberem a noticia de que seus dois primeiros discos, que foram lançados no Japão, não seriam lançados em seu país.

Como se não bastasse, acontece algo que já era de se esperar,  a boa fama de seu guitarrista, o jovem Randy Rhoads corria o país , até que o príncipe das trevas Ozzy Osbourne o convida pra fazer parte de seu projeto solo. O Quiet Riot então, se vê sem um guitarrista e sem um baixista, pois Kelly Garni, fundador da banda junto com Randy também estava caindo fora por motivos pessoais.

Cinco anos mais tarde, Kevin DuBrow resolve fazer a alegria dos fãs e monta uma nova banda. Convida o cubano Rudy Sarzo para assumir o baixo. Para a bateria convida Frankie Banali. Mas faltava a peça chave, quem substituiria o posto do prodígio Rhoads? A Resposta não poderia ser mais perfeita, Carlos Cavazo entra para a banda e assume as seis cordas.

Depois de 1983 a carreira da banda nunca mais seria a mesma, após o lançamento do disco Metal Health. O disco é um sucesso absoluto, várias musicas entram para as paradas norte-americanas e a imagem da máscara de ferro começa a ser a marca da banda.

O disco soa totalmente inovador em relação aos anteriores, soa com um ar de renovação, de deixar o passado negro pra trás.

A faixa inicial Bang your head abre com classe o disco. Uma musica com um peso na medida certa, mostra um DuBrow mais concentrado vocalmente, porém, abre de uma vez por todas as portas da insanidade para a banda.

Seguida de Cum on feel the noize, cover da banda inglesa Slade. Talvez seja a canção mais conhecida da banda. Assim como a anterior, foi trilha de games e filmes. O solo arrasador de Cavazo, composto para essa versão é simplesmente fantástico.

Os acordes com chorus de Don’t Wanna Let you Go mostram uma versatilidade sem perder a característica própria da banda. Uma ótima harmonia aliada a uma linda melodia de voz de Kevin.

A calmaria logo dá lugar a um clássico da banda. Se trata da regravação da musica Slick Black Cadillac, presente no disco anterior, é rock’n roll de qualidade. Cavazo se preocupa em manter as linhas de guitarra extremamente fiéis à versão original.

A oscilação continua com a introdução misteriosa de Love’s a Bitch.
Breathless traz uma bateria cavalgada, uma belíssima linha de guitarra e um ótimo solo.

-Watch ooooooooout...!

Grita Kevin DuBrow no inicio de Run for Cover. O peso aliado à preciosa técnica vocal de DuBrow e a uma ótima composição fazem desta uma das melhores musicas do disco. O compasso acelerado é um convite a balançar a cabeça até a musica terminar. 

Carlos Cavazo arregaça em Battle Axe, uma faixa de solos de guitarra.

O disco segue com a distorção poderosa do riff de Let’s get Crazy.

Um ano antes do lançamento do disco, uma noticia abala toda a banda. Randy Rhoads havia morrido em um acidente de avião. A linda balada Thunderbird é em sua homenagem.

Bom, pra quem curte o heavy metal insano dos anos 80 esse é um disco altamente recomendável, talvez obrigatório.

Enfim, é isso...
Bom resto de vida. o/

Anthrax - "Among The Living"


Continuando a safra de Thrash Metal iniciada pelo Diogo, aqui posto um review de um dos álbuns que eu mais gosto, dentre todos da Big Four (Metallica, Anthrax, Megadeth e Slayer) do gênero.

Este é o destruidor Among The Living.

Considerado por muitos como sendo o melhor álbum do Anthrax e é, indiscutivelmente, o álbum que alavanca a carreira da banda. Foi um álbum especialmente dedicado ao falecido Cliff Burton, ex-baixista do Metallica.

O disco se destaca pela alta velocidade e a explosão dos dois bumbos da bateria do Charlie Benante, em conjunto dos riffs pesados do Scott Ian e do Dan Spitz, com a voz melódica/estridente do Joey Belladonna e com o acompanhamento “baixístico” de alto nível do Frank Bello.

O álbum começa com a faixa-título “Among The Living”, uma das quatro primeiras músicas consideradas como hinos da banda, sendo tocadas em todas as apresentações a partir de então. É uma música que mostra bem o estilo Metal/Thrash/Hardcore, característico da banda, com frases rápidas e peso nas guitarras.

A segunda música é a “Caught In A Mosh”, outro hino da banda e é considerada, por mim, uma das melhores músicas de todos os tempos. É impossível não ficar arrepiado com os primeiros acordes logo no início da música. Quando o Charlie começa a explodir a bateria então, difícil não chacoalhar a cabeça feito um doido. Todos cantam em coro nos shows.

Logo em seguida vem “I Am The Law”, e, sim, é outro hino :). A letra fala de uma personagem de histórias em quadrinho chamado Juiz Dredd. Tem um dos riffs mais marcantes do álbum. Lembra muito o álbum Master Of Puppets do Metallica.

Depois, vem “N. F.L. “. É outro hino, pra variar. As iniciais significam “Efilnikcufecin”, que, lido ao contrario, fica “Nice Fucking Life”. O Riff inicial é de arrepiar também, com a mesma receita.

Neeeeeext! Agora vem a “A Skeleton In The Closet”. A cavalgadinha logo após o riff inicial é de sacudir os miolos. Nessa música destaco também a bateria. Nela está um dos melhores solos de guitarra do álbum.

Agora uma música que não é um hino, mas também é tocada em todas as apresentações em palco da banda. De título “Indians”, a letra fala sobre a caçada contra os índios na colonização dos EUA. É uma das músicas que não deixo de escutar quando coloco o álbum pra tocar.

A próxima é a música mais protestante do álbum. “One World” ressalta, com uma harmonia pesada e uma letra curta e grossa, a violência e o holocausto que o homem está provocando ao mundo.

A. D. I.” é a faixa mais melódica e lenta do álbum, porém, contraditoriamente, é agressiva em suas letras.

A última faixa, “Imitation Of Life”, é a menor de todas as músicas do álbum. É a mistura perfeita do Hardcore com o Metal. Só poderia ser ela para fechar o álbum com chave de ouro.

É um álbum imperdível dos fãs do Thrash Metal oitentista. Impossível deixar de ouvir.
Um abraço e até o próximo post... =D

por Guilherme

Megadeth - "Rust In Peace"


O ano é 1990, o Megadeth passaria por sua terceira reformulação, com a chegada de Nick Menza e Marty Friedman para ocupar os postos de Chuck Behler e Jeff Young. O resultado é Rust In Peace. 

De início, Holy Wars... The Punishment Due é um tapa na orelha digno de thrash, com riffs em tempos diferentes, com a pegada característica de Dave Mustaine. O frontman também leva os créditos pelo vocal inconfundível e letra inspirada nas guerras santas. Para concluir, dois solos indiscutivelmente perfeitos do gênio Marty Friedman e um de Dave, também matador. 

A segunda é Hangar 18,  com melodia mais linear, com riffs equilibrados e com pegada forte. Nessa faixa, os solos ganham mais destaque, com a genialidade de Friedman e pegada certeira de Dave Mustaine. 

Como terceira música, Take No Prisioners não deixa a desejar, forte e pegada, letra mais complexa que Hangar 18, solos menos destacados, porém de mesma qualidade.. 

A seguir, Five Magic, não tão pegada quanto Holy Wars ou Take No Prisioners, porém com excelente melodia e solos bons. Destaque para a letra, com uma linha menos social, mais “mística”. 

Poison Was The Cure segue a linearidade do disco, riffs rápidos e bem incrementados. É a segunda mais curta do disco, perdendo apenas para Dawn Patrol. 

Na cola vem Lucretia, na minha opinião, a menos empolgante de todas. Arrisco até chamá-la de clichê, mesmo se tratando de Megadeth. 

Depois de Lucretia, vem a cereja do bolo, a obra-prima: Tornado of Souls. Perfeita em seus detalhes, melodia arrebatadora, vocal característico, solos com pegada destruidora, é, junto com Holy Wars, um ícone do thrash metal. 

Todos dizem que depois da tempestade vem a calmaria, isso se comprova com Dawn Patrol. Pode-se dizer que é apenas para preencher lacuna, mas tem seus méritos na qualidade da letra, de cunho bem social. 

Encerra o álbum Rust In Peace ... Polaris. Excelente música, porém se assemelha à Take No Prisioners, mas não perde a qualidade da composição.
  
Enfim, é difícil encontrar um álbum como Rust In Peace, onde vale a pena ouvir TODAS as músicas com atenção. É uma espécie de Dream Team do Thrash metal =)

por Diogo

Chickenfoot - "Chickenfoot"




Olá, o blog ressuscita com este post, retirado do antigo blog e reescrito por mim. Os próximos 3 posts serão reviews escritos anteriormente por mim, pelo Diogo e pelo Guilherme, em meados de Junho de 2009, quando o blog foi concebido originalmente.



Vamos então ao primeiro:

Em tempos de crise musical, quatro figuras da boa música resolvem se juntar pra tentar trazer uma esperança aos nosso ouvidos. Se trata de Sammy Hagar e Mike Anthony, ambos ex-Van Halen, Joe Satriani, renomado guitarrista e Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers. Quatro coroas juntos não poderia dar outro nome,  a banda Chickenfoot é formada.

Em 2009 lançam o disco “Chickenfoot”.

A primeira faixa é Avenida Revolution, começa mostrando que é Satriani quem está tocando. Com um andamento esquisito e pouco formal, talvez esta seja a musica mais “louca” do disco. Por conta de pouca variação rítmica acabou ficando um tanto repetitiva e cansativa.

A segunda faixa é Soap on A Rope. Começa com um riff bem rock’n roll na guitarra. Musica muito bem composta e riffs legais. Destaque para a bateria de Chad Smith nessa musica, algo relativamente superior ao seu trabalho no Red Hot. O timbre de guitarra afogado em uma espécie de tape echo no solo de Satriani dá um toque especial à música.

A terceira faixa é Sexy Little Thing. Não há muito o que falar, é uma boa musica, com bons riffs e com um crunch legal no início. Solo com timbre limpo e melodia regional.

A quarta musica é Oh Yeah. Um riff insano de guitarra mostra evidentemente quem está tocando. Bela música, em especial o seu refrão.

A quinta faixa é Runnin’ Out. Assim como a maioria, começa com um riff do Satriani. Um ótimo timbre, mas não é grande destaque em relação às outras músicas presentes no disco.
A sexta faixa é Get it Up. Particularmente, a segunda melhor musica do disco. O riff inicial é simples e eficiente e o tema da musica é maravilhoso. O clima do coro nas estrofes e os gritos de Hagar nos refrões fazem desta uma musica simplesmente fantástica. Ótimo solo.

A sétima faixa é Down The Drain. Riff e musica a la anos 70, o andamento meio blues cria um clima legal. As estrofes faladas caíram muito bem na base. Satriani, como sempre, arregaça no solo e logo depois, a musica retorna para o clima anterior para um segundo solo, com intenção mais blues.

A oitava faixa é My Kinda Girl. Particularmente, a melhor musica do disco. Começa com uma introdução limpa de guitarra. Musica muito bem composta, estrofes legais e um bom trabalho de toda a banda no decorrer delas. O refrão merece um destaque especial.

A nona e ultima faixa é Learning to Fall, uma linda balada, bem trabalhada e muito bem composta.

Nesse disco Sammy Hagar faz o que sabe, que é cantar rock, e muito bem cantado. Sem duvida, um dos melhores vocalistas da atualidade. A atuação de Satriani dispensa comentários e arrisco dizer que ele deveria ter integrado uma banda há muito tempo. Mike Anthony não desaponta e segura firme a base de todas as musicas, exatamente como sempre fez no Van Halen. Chad Smith surpreende e se mostra um exímio  baterista.
Enfim... O que achei do disco? Não foi uma obra fantástica salvadora do rock, mas um alívio pra quem estava com vontade de ouvir algo novo com qualidade. A banda promete*.

*Artigo escrito em 2009. Infelizmente a banda não teve tanta visibilidade assim, mas quem sabe algo novo deles surja em breve. 

Enfim, é isso...
Bom resto de vida. o/

por Dan